Este artigo pertence ao guia Prestação Social Única.

✅ Decreto-Lei n.º 166/2026 em vigor

As 13 prestações que a PSU substitui (lista completa)

A Prestação Social Única unifica 13 apoios sociais não contributivos. Esta lista é definitiva — confirmada ao pormenor no preâmbulo do Decreto-Lei n.º 166/2026, em vigor desde 14/08/2026. A substituição de facto acontece a 31/12/2026 (produção de efeitos, artigo 63.º), com regime transitório garantido até lá.

📌 Regime em vigor desde 14/08/2026; pagamento da PSU a partir de 31/12/2026 (art. 63.º) Os 13 apoios abaixo constam do preâmbulo do Decreto-Lei n.º 166/2026, de 13 de agosto, sem qualquer alteração face à lista já fechada em 25 de junho de 2026. Os beneficiários actuais mantêm as condições em vigor até 31 de dezembro de 2026, incluindo a isenção de IRS — ninguém perde com a mudança. A partir dessa data, o que acontece a cada apoio depende do mecanismo que a lei lhe atribui — nem todos são convertidos automaticamente (ver a secção "O que acontece a quem recebe hoje um destes apoios", mais abaixo).
Os 13 apoios

Lista completa das prestações absorvidas pela PSU

⚠️ A prestação #2 não é a PSI — não confundir A "pensão social de invalidez especial" (prestação #2 da lista acima) é diferente da Prestação Social para a Inclusão (PSI). A PSI substituiu essa pensão social de invalidez para novos requerentes desde 2017 (Decreto-Lei n.º 126-A/2017), mas é hoje um regime autónomo — não consta da lista das 13 prestações que a PSU vai unificar. Este erro circula em vários sites de finanças pessoais. Ver o guia da PSI.
Fora da PSU

O que NÃO integra a PSU

Transição

O que acontece a quem recebe hoje um destes apoios

Até 31 de dezembro de 2026, a prestação actual mantém-se sem qualquer alteração, com as condições de hoje — incluindo a isenção de IRS. A partir dessa data, o Decreto-Lei n.º 166/2026 segue dois mecanismos diferentes, consoante o apoio:

Conversão automática para PSU (artigo 57.º), sem precisares de pedir nada: pensão social de velhice (#1), pensão social de invalidez especial (#2), pensão de viuvez (#3), complemento extraordinário de solidariedade (#5) e RSI (#7). A pensão de orfandade (#4) entra também neste grupo, mas só quando o órfão integra o mesmo agregado familiar do pensionista de viuvez. No RSI, a lei garante o valor que já recebes durante o período de atribuição em curso (artigo 57.º, n.º 1). Na pensão social de velhice, no complemento extraordinário de solidariedade e na pensão social de invalidez especial, garante o valor que já recebes, pago em 14 mensalidades e actualizado todos os anos como as pensões (artigo 57.º, n.os 2, 4 e 6). A pensão de viuvez e a pensão de orfandade são convertidas em PSU, mas o valor é recalculado pelas regras gerais (artigo 57.º, n.º 3), sem garantia do valor anterior.

Continuidade sem conversão (artigo 61.º): subsídio social de desemprego (#6), subsídio social por risco clínico na gravidez (#8), subsídio social por interrupção da gravidez (#9), subsídio social parental inicial (#10), subsídio social por adoção (#11), subsídio social por deslocação a unidade hospitalar fora da ilha (#12) e subsídio social por riscos específicos (#13) continuam a ser pagos nas regras actuais até ao termo do respectivo período de concessão já em curso — sem conversão automática nessa data (artigo 61.º, n.º 2). Quando esse período terminar, se ainda precisares de apoio, tens de pedir a PSU pelas regras normais. A pensão de orfandade (#4) também não é convertida quando o órfão não integra o agregado do pensionista de viuvez: continua a ser paga até à maioridade, em 14 mensalidades e actualizada (artigo 61.º, n.º 1).

Verificado a 19/10/2026 no Decreto-Lei n.º 166/2026, arts. 57.º e 61.º.

Dúvidas frequentes

Quem recebe RSI vai passar para a PSU automaticamente?

Sim, a partir de 31 de dezembro de 2026, data em que o Decreto-Lei n.º 166/2026 produz efeitos (artigo 63.º). A conversão é oficiosa — não é preciso pedir nada. Até lá, os actuais beneficiários mantêm as condições actuais, incluindo a isenção de IRS. Depois da conversão, a lei garante o valor de RSI que já recebes durante o período de atribuição em curso (artigo 57.º, n.º 1), e a PSU continua isenta de IRS (artigo 29.º).

Verificado a 19/10/2026 no Decreto-Lei n.º 166/2026, arts. 57.º e 61.º.

O que é o subsídio social de desemprego (diferente do contributivo)?

O subsídio social de desemprego é um apoio não contributivo para desempregados que esgotaram o subsídio contributivo ou que nunca descontaram o suficiente. É este apoio social — não o contributivo — que a PSU absorve. O subsídio de desemprego contributivo mantém-se autónomo.

A pensão social de invalidez e a pensão de invalidez contributiva são a mesma coisa?

Não. A PSU absorve apenas a pensão social de invalidez especial (regime não contributivo). A pensão de invalidez contributiva (para quem fez descontos) não é afectada pela PSU e mantém-se como regime autónomo.

O que é o subsídio social por riscos específicos?

Este apoio cobre riscos específicos associados a certas categorias de situação profissional. É um dos subsídios sociais de parentalidade do Capítulo III do Decreto-Lei n.º 91/2009 (artigo 46.º) — o mesmo capítulo que o Decreto-Lei n.º 166/2026 revoga por inteiro (artigo 62.º/k). Por isso tem continuidade garantida pelo artigo 61.º/2, tal como os outros subsídios sociais de parentalidade, até ao termo do respectivo período de concessão em curso — sem conversão automática nessa data.

Os beneficiários de pensão social de velhice ficam em pior situação com a PSU?

Não. A pensão social de velhice é convertida oficiosamente em PSU a partir de 31 de dezembro de 2026, com garantia do valor que já recebes, pago em 14 mensalidades e actualizado todos os anos como as pensões (artigo 57.º, n.os 2 e 6). Os outros apoios da lista seguem mecanismos diferentes — ver "O que acontece a quem recebe hoje um destes apoios", mais acima.

Verificado a 19/10/2026 no Decreto-Lei n.º 166/2026, arts. 57.º e 61.º.

O Decreto-Lei n.º 166/2026 muda esta lista?

Não. A lista dos 13 apoios já estava fechada no texto aprovado em votação final global a 25 de junho de 2026 e confirmada pela Lei n.º 36/2026 (autorização legislativa, artigo 1.º, n.º 2). O preâmbulo do decreto-lei, publicado a 13 de agosto de 2026, confirma-a ao pormenor, sem qualquer alteração.

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Fontes
Diário da República — dre.pt (Decreto-Lei n.º 166/2026, de 13 de agosto, preâmbulo, Diário da República n.º 156/2026, Série I) · Assembleia da República — parlamento.pt (texto aprovado a 25/06/2026) · RSI: Portaria n.º 71/2026/1 · Verificado a 15 de setembro de 2026 pela redação do Tens Direito · Reportar um erro nesta página
⚠️ Aviso de independência O Tens Direito é um site informativo independente, sem filiação a qualquer partido, entidade governamental ou prestador de serviços. A lista das 13 prestações baseia-se no Decreto-Lei n.º 166/2026, de 13 de agosto (Diário da República n.º 156/2026, Série I), em vigor desde 14 de agosto de 2026. O decreto-lei produz efeitos a 31 de dezembro de 2026 (artigo 63.º) — até lá, quem já recebe qualquer um dos 13 apoios extintos mantém a prestação actual sem alteração. Esta página não substitui aconselhamento da Segurança Social.