Lista completa das prestações absorvidas pela PSU
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1
Pensão social de velhiceApoio não contributivo para idosos sem pensão contributiva suficiente · valor actual: a confirmar
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2
Pensão social de invalidez especialApoio não contributivo por incapacidade permanente · distinta da pensão de invalidez contributiva (que não é afectada)
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3
Pensão de viuvezPrestação não contributiva para cônjuges sobrevivos em situação de carência
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4
Pensão de orfandadePrestação não contributiva para menores órfãos em situação de carência
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5
Complemento extraordinário de solidariedadeComplemento para pensionistas com pensões de valor muito reduzido
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6
Subsídio social de desempregoApoio não contributivo para desempregados que esgotaram o subsídio contributivo ou sem carreiras contributivas suficientes
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7
Rendimento Social de Inserção (RSI)Base 2026: 247,56 €/mês para agregado de 1 adulto · Portaria n.º 71/2026/1 · será absorvido integralmente pela PSU
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8
Subsídio social por risco clínico durante a gravidezApoio não contributivo para grávidas em situação de risco clínico que não têm direito ao subsídio contributivo
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9
Subsídio social por interrupção da gravidezApoio não contributivo após interrupção involuntária da gravidez, para beneficiárias sem direito ao regime contributivo
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10
Subsídio social parental inicialApoio não contributivo de parentalidade para quem não tem carreira contributiva suficiente · o subsídio parental contributivo não é afectado
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11
Subsídio social por adoçãoApoio não contributivo para adopções por beneficiários sem direito ao subsídio parental contributivo
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12
Subsídio social por necessidade de deslocação a unidade hospitalar fora da ilha de residênciaApoio para residentes nas Regiões Autónomas que necessitam de cuidados de saúde no continente ou na outra ilha
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13
Subsídio social por riscos específicosCobertura de riscos específicos associados a certas situações · o decreto-lei vai detalhar as situações abrangidas
O que NÃO integra a PSU
- ✗ Complemento Solidário para Idosos (CSI) — explicitamente excluído, confirmado em audição parlamentar e no preâmbulo do Decreto-Lei n.º 166/2026, que ainda o reforça no artigo 48.º: quem passa a titular da PSU por conversão da pensão social de velhice ganha também direito ao CSI
- ✗ Abono de Família — subsistema familiar, autónomo · ver porquê →
- ✗ Subsídio de desemprego contributivo — regime contributivo, mantém-se autónomo
- ✗ Pensões contributivas (velhice, invalidez, sobrevivência) — mantêm-se
- ✗ Subsídio de doença — regime contributivo, mantém-se
- ✗ Subsídio parental contributivo — mantém-se autónomo
O que acontece a quem recebe hoje um destes apoios
Até 31 de dezembro de 2026, a prestação actual mantém-se sem qualquer alteração, com as condições de hoje — incluindo a isenção de IRS. A partir dessa data, o Decreto-Lei n.º 166/2026 segue dois mecanismos diferentes, consoante o apoio:
Conversão automática para PSU (artigo 57.º), sem precisares de pedir nada: pensão social de velhice (#1), pensão social de invalidez especial (#2), pensão de viuvez (#3), complemento extraordinário de solidariedade (#5) e RSI (#7). A pensão de orfandade (#4) entra também neste grupo, mas só quando o órfão integra o mesmo agregado familiar do pensionista de viuvez. No RSI, a lei garante o valor que já recebes durante o período de atribuição em curso (artigo 57.º, n.º 1). Na pensão social de velhice, no complemento extraordinário de solidariedade e na pensão social de invalidez especial, garante o valor que já recebes, pago em 14 mensalidades e actualizado todos os anos como as pensões (artigo 57.º, n.os 2, 4 e 6). A pensão de viuvez e a pensão de orfandade são convertidas em PSU, mas o valor é recalculado pelas regras gerais (artigo 57.º, n.º 3), sem garantia do valor anterior.
Continuidade sem conversão (artigo 61.º): subsídio social de desemprego (#6), subsídio social por risco clínico na gravidez (#8), subsídio social por interrupção da gravidez (#9), subsídio social parental inicial (#10), subsídio social por adoção (#11), subsídio social por deslocação a unidade hospitalar fora da ilha (#12) e subsídio social por riscos específicos (#13) continuam a ser pagos nas regras actuais até ao termo do respectivo período de concessão já em curso — sem conversão automática nessa data (artigo 61.º, n.º 2). Quando esse período terminar, se ainda precisares de apoio, tens de pedir a PSU pelas regras normais. A pensão de orfandade (#4) também não é convertida quando o órfão não integra o agregado do pensionista de viuvez: continua a ser paga até à maioridade, em 14 mensalidades e actualizada (artigo 61.º, n.º 1).
Verificado a 19/10/2026 no Decreto-Lei n.º 166/2026, arts. 57.º e 61.º.
Dúvidas frequentes
Quem recebe RSI vai passar para a PSU automaticamente?
Sim, a partir de 31 de dezembro de 2026, data em que o Decreto-Lei n.º 166/2026 produz efeitos (artigo 63.º). A conversão é oficiosa — não é preciso pedir nada. Até lá, os actuais beneficiários mantêm as condições actuais, incluindo a isenção de IRS. Depois da conversão, a lei garante o valor de RSI que já recebes durante o período de atribuição em curso (artigo 57.º, n.º 1), e a PSU continua isenta de IRS (artigo 29.º).
Verificado a 19/10/2026 no Decreto-Lei n.º 166/2026, arts. 57.º e 61.º.
O que é o subsídio social de desemprego (diferente do contributivo)?
O subsídio social de desemprego é um apoio não contributivo para desempregados que esgotaram o subsídio contributivo ou que nunca descontaram o suficiente. É este apoio social — não o contributivo — que a PSU absorve. O subsídio de desemprego contributivo mantém-se autónomo.
A pensão social de invalidez e a pensão de invalidez contributiva são a mesma coisa?
Não. A PSU absorve apenas a pensão social de invalidez especial (regime não contributivo). A pensão de invalidez contributiva (para quem fez descontos) não é afectada pela PSU e mantém-se como regime autónomo.
O que é o subsídio social por riscos específicos?
Este apoio cobre riscos específicos associados a certas categorias de situação profissional. É um dos subsídios sociais de parentalidade do Capítulo III do Decreto-Lei n.º 91/2009 (artigo 46.º) — o mesmo capítulo que o Decreto-Lei n.º 166/2026 revoga por inteiro (artigo 62.º/k). Por isso tem continuidade garantida pelo artigo 61.º/2, tal como os outros subsídios sociais de parentalidade, até ao termo do respectivo período de concessão em curso — sem conversão automática nessa data.
Os beneficiários de pensão social de velhice ficam em pior situação com a PSU?
Não. A pensão social de velhice é convertida oficiosamente em PSU a partir de 31 de dezembro de 2026, com garantia do valor que já recebes, pago em 14 mensalidades e actualizado todos os anos como as pensões (artigo 57.º, n.os 2 e 6). Os outros apoios da lista seguem mecanismos diferentes — ver "O que acontece a quem recebe hoje um destes apoios", mais acima.
Verificado a 19/10/2026 no Decreto-Lei n.º 166/2026, arts. 57.º e 61.º.
O Decreto-Lei n.º 166/2026 muda esta lista?
Não. A lista dos 13 apoios já estava fechada no texto aprovado em votação final global a 25 de junho de 2026 e confirmada pela Lei n.º 36/2026 (autorização legislativa, artigo 1.º, n.º 2). O preâmbulo do decreto-lei, publicado a 13 de agosto de 2026, confirma-a ao pormenor, sem qualquer alteração.
Artigos relacionados
Diário da República — dre.pt (Decreto-Lei n.º 166/2026, de 13 de agosto, preâmbulo, Diário da República n.º 156/2026, Série I) · Assembleia da República — parlamento.pt (texto aprovado a 25/06/2026) · RSI: Portaria n.º 71/2026/1 · Verificado a 15 de setembro de 2026 pela redação do Tens Direito · Reportar um erro nesta página